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Volta dos radares em Osasco traz oportunidade de discutir a engenharia de tráfego e a mobilidade urbana

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Nesta segunda-feira, 25, os radares instalados em três pontos da nossa cidade voltaram a operar. Ao todo, 36 pontos passarão a ser monitorados pela Prefeitura ao longo das próximas semanas. A volta desses radares tem gerado grande repercussão na cidade, como tudo que envolve radares em qualquer lugar do país. Mas ela traz também a oportunidade de discutirmos aspectos que dizem respeito à importância da mobilidade urbana, da engenharia de tráfego e da segurança.

A mobilidade urbana é um tema relevante em qualquer metrópole. Em Osasco, está no centro das atenções do Plano Diretor, que está passando por uma reestruturação para identificar, estudar e atender demandas necessárias para o crescimento da cidade. Com isso, a Engenharia de Tráfego ou Engenharia de Trânsito representa uma importante aliada no planejamento da mobilidade urbana e do futuro de toda a nossa sociedade.

Essa área da Engenharia está inserida no capítulo VIII, Artigo 91 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e se dedica ao estudo técnico das operações de trânsito a fim de planejar como deve ser o deslocamento de veículos de todos os tamanhos e naturezas, em cada ponto da cidade. Ela se preocupa com a necessidade de fluxo das diferentes vias e deve incluir no planejamento diversas formas de deslocamento, incluindo bicicletas e pedestres.

Para criar operações estratégicas que auxiliem na fluidez do trânsito, o engenheiro de tráfego precisa estudar o comportamento humano diante de situações adversas. Considerar capacidade de vazão de cada acesso, a velocidade média na qual se locomove cada meio de transporte, entre outros aspectos do nosso cotidiano.  Essas estratégias são pensadas de forma que contemplem o bem-estar dos motoristas, condutores e utilizadores das vias em geral.

Hoje, além do suporte de profissionais qualificados do ramo da engenharia, contamos com diversas ferramentas tecnológicas que podem representar um grande auxílio para estudar, planejar e solucionar os problemas que envolvem esses deslocamentos. Neste sentido, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Osasco (AEAO) busca colaborar ativamente com este processo, como integrante do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (COMURB) e participante efetiva das discussões sobre o Plano Diretor.

Na cidade que tem o 8° maior PIB do país e está em constante desenvolvimento, é fundamental buscar a harmonia no trânsito e conciliar o fluxo de veículos com o crescimento sustentável. E a retomada dos radares mostra-se uma excelente oportunidade para resgatarmos essa reflexão.

Leandro Fogaça, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Osasco (AEAO)

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