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II FENARO abordou inspeções prediais, laudos técnicos e oportunidades

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No quinto dia de palestras do grande evento de tecnologia da região, análise do mercado e especialização foram o tema central das apresentações

 

Na quarta-feira, 26/09, quinto dia de palestras do II Fórum de Engenharia e Arquitetura de Osasco e Região – FENARO, promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Osasco, com apoio institucional do CREA-SP, teve como temas centrais a “Inspeção Predial em Edificações, Periodicidade e Responsabilidade dos Profissionais” e “Laudo Técnico de Vistoria e Responsabilidade dos Profissionais”, com os engenheiros Tito Lívio Ferreira Gomide e Antônio Sérgio Liporoni, respectivamente, ambos especialistas do IBAPE – Instituto Brasileiro de Perícias em Edificações.

O engenheiro Tito Livio abriu a programação mostrando as oportunidades do mercado para especialistas em inspeções prediais, a importância da especialização, as normas técnicas que regulamentam a atividade e, de maneira geral, as etapas e processos envolvidos em um trabalho de inspeção. Um dos pioneiros no setor, Tito Livio é autor de ampla literatura sobre a atividade e um dos criadores do manual do Ibape para a prática da inspeção predial.

“A inspeção predial propicia não só a eficiente fiscalização, como orienta a conservação e manutenção do prédio, e possibilita a apuração dos responsáveis pelos eventuais sinistros que possam ocorrer, devendo, por conseguinte, ser procedimento obrigatório e periódico”, ressaltou o engenheiro.

A seguir, o engenheiro Antônio Sérgio Liporoni, também professor do IBAPE, falou sobre o mercado de trabalho no campo dos laudos técnicos de vistoria. Logo no início da exposição, o engenheiro conceituou laudo, perícia e vistoria, conforme a Norma Técnica NBR 13752/1996, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para diferenciar as finalidades de vistoria e perícia, e ressaltou a obrigatoriedade da formação técnica superior na área específica para cada laudo produzida. “Um engenheiro civil e um arquiteto não poderão fazer um laudo técnico em uma cultura, da mesma forma que um engenheiro agrônomo não poderá fazer um laudo numa edificação”, ressaltou

Liporoni elencou os principais quesitos aos quais um profissional deve estar atento ao vistoriar uma obra ou edificação para a produção de um laudo técnico, suas ferramentas de trabalho, os principais problemas e causas das anomalias mais comuns. Além disso, destacou as qualidades esperadas em todo laudo de vistoria técnica. “Um laudo tem que ter objetividade, ser conciso e deve ter uma orientação, restringindo-se ao foco da questão, sem divagações”, explicou. O engenheiro ressaltou ainda a importância do texto final do laudo, entre outras informações padronizadas, conter a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que é a garantia de que o documento final terá valor legal.

 

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